No dia 09/12 (domingo) foi o momento da revelação, alunas que se permitiram experienciar a dança do ventre para o público. O espaço devidamente preparado com a ajuda das aulas, deixou o ambiente, ou como costumamos chamar, nosso quintal, todo cheio de mistério e magia, trouxe uma noite oriental das arábias.

Muito se fala, que a dança do ventre por ser terapêutica, não tem como finalidade a apresentação no palco, ou em qualquer outro lugar, que seja para o público. Isso é respeitado, quando a aluna realmente não sente que isso vai de encontro com sua verdade, mas eu aconselho, que pelo menos uma vez na vida, dance para outras pessoas. Intimamente, sabemos que quando praticamos a dança do ventre, ela desperta muitas questões emocionais, sensações, lembranças e uma nova postura diante da vida. A beleza, o sorriso, toda preparação de se enfeitar, as vestes, elas estão intimamente ligado com a sua sexualidade, e isso nada tem haver com apelo sexual! Muito pelo contrário, todos nós temos uma maneira de viver e se apresentar em meio a sociedade, porém, a tendência é vivermos numa redoma, sem poder realmente se libertar e ser livre nas suas manifestações emocionais.
Esse é mais um trabalho terapêutico, onde o público se dá conta do tamanha da beleza e de toda poesia que há na arte da dança.
Tivemos registros maravilhosos de muitos momentos, por nossa amiga fotografa Lenita e aqui selecionei algumas fotos, veja abaixo:
Ver as alunas felizes por estarem revelando sua beleza, ornadas como as deusas egípcias, como deusas de si mesmas!
Foram duas apresentação em grupo, uma dança com véu e uma dança moderna animada que fechou a noite com chave de ouro! O círculo nosso maior símbolo de comunicação, integração, captação de energia e união!
Dançar com o véu, é estar intimamente interligada com sua essência, seu respirar faz com que lembremos o quanto é maravilhoso estar vivo e fluir nessa existência.
Tivemos dois solos, sendo uma aluna iluminando ainda mais a noite com o fogo mágico da dança e, eu é claro, ofertando com gratidão minha dança para o ano que cumina em 2018.
O cenário de forma simples mas acolhedora recebeu nossos amigos e familiares que estiveram presentes nos prestigiando.
Assim encerramos nosso 2018 em profunda gratidão por toda jornada que percorremos dançando, encantando.
Na foto da esquerda para direita: Lidiane, Juliana, Viviani, Rachel, Cllau (eu), Luciana, Cristiane e Mariana.
Gratidão
(...) Diariamente eu chego a simples conclusão de que a vida é tão maravilhosa porque também é feita de colos, de feridas que cicatrizam, de amigos que celebram ou choram junto, de café coado com coador de pano, de gente que pega ônibus ou faz caminhada pela manhã, de quem planta o que se pode comer, de vizinhos que alimentam seus gatos com comida de gente. Que a vida é feita de algumas pessoas que direcionam todo o seu potencial criativo para melhorar a qualidade de vida de gente que eles nem conhecem. Que é feita de e-mails que chegam recheados de saudade e de cartas extraviadas solitárias numa gaveta de um correio qualquer. De muros e pontes e cais. De aviões que suprimem distâncias e de barcos que chegam. De bicicletas que atravessam cidades. De redes que balançam gente. De rostos que recebem beijos. De bocas que beijam. De mãos que se dão. Que existem pessoas altamente gostáveis, altamente rabugentas, altamente generosas, pessoas distraídas que perdem as coisas, mal-educadas que buzinam sem necessidade, pessoas conectadas que se preocupam com o lixo, pessoas sedutoras e seduzíveis, possíveis e impossíveis, pessoas que se entregam, pessoas que se privam, pessoas que machucam, pessoas que chegam pra curar desencadeadores de poemas, de sorrisos, de lições de vida que ficarão guardadas para sempre … A vida é tão maravilhosa porque ela nos compensa com ela mesma.